| Através
da Shantala, você comemora a vitória da vida que
surgiu do amor, com a transmissão do amor intuitivo e primordial
contido no toque, na massagem, na troca energética.
É este contato inicial que a massagem vem preservar. É
a manutenção, o aconchego, o conforto necessário
para que o pequeno novo ser possa sentir-se amado, querido e protegido.
É a forma como a mãe e o pai podem suavizar a percepção
que o seu bebê recebe do mundo exterior, é a maneira
de estreitar os laços afetivos, deixando o bebê especialmente
saudável, afetivamente seguro e sua capacidade de amar
mais estimulada. A criança aprende a amar sendo amada.
Teremos assim, futuros adultos equilibrados e com auto-estima,
mais harmonizados com o mundo e consigo mesmo.
SHANTALA: O mistério do toque
saudável e afetivo de acordo com o ritimo do universo,
uma sabedoria da tradição Hindu.
No início da década de 70 o doutor Frédérick
Leboyer, um obstetra francês, em uma de suas viagens à
Índia conheceu uma mãe indiana, paralítica
há alguns anos, recolhida por uma instituição
de caridade juntamente com seus dois filhos, que se chamava SHANTALA
.
Leboyer encantou-se com ela e com a massagem que presenciou, tradendo
para o ocidente esta sua experiência ao publicar o livro
“SHANTALA- uma arte tradicional- massagem para bebês,”
editora Ground.
“
Foi lá que numa bela manhã, ensolarada, resplandecente,
encontrei Shantala sentada no chão a massagear o bebê.
E assim, de repente, em plena sordidez, foi-me dado contemplar
um espetáculo da mais pura beleza! Fiquei mudo. Parecia
um balé, devido a tanta harmonia e ritmo exato, embora
com extrema lentidão. E, como o amor, possuía seu
tanto de abandono e ternura.”
SHANTALA é uma arte milenar passada de geração
em geração.
Ela é muito mais do que uma técnica: É UMA
ARTE DE TRANSMITIR AMOR ATRAVÉS DAS MÃOS, ATRAVÉS
DO TOQUE.
A massagem traz benefícios ao desenvolvimento físico,
energético e psicológico; eficaz na prevenção
de neuroses; elimina tensões e bloqueios; equilibra o sistema
nervoso; reforça o sistema imunológico, atua nas
disfunções orgânicas tais como insônias,
cólicas, prisão de ventre,gases, problemas digestivos
e respiratórios, assim como ativa a circulação
sangüínea, auxiliando o desenvolvimento psicomotor,e
pode ser aplicada em bebês com traumas de nascimento, carência
afetiva e problemas neurológicos.
Ao fazer a massagem que abrange parte do corpo, estaremos massageando
também em um nível mais sutil os canais de energia.Trabalha-se
também toda a musculatura, o sistema nervoso, as articulações,
proporcionando, assim, desbloqueios energéticos e físicos,
enfim, um equilíbrio em todos os níveis.
O
toque como massagem engrandece e fortalece o amor. O bebê
é um espelho e devolve a você sua imagem de liberdade
ou de tensões. As mãos delicadas que tocam são
sábias de ensinamentos. As mãos sensíveis
são poderosas e você sente quando embalada no toque,
quando encantada e inspirada no profundo poder desse momento mágico
e único.
Durante a massagem é preciso conversar com a criança
não somente com palavras, mas também com o silêncio,
com os olhos, mostrando o amor que sente por ela.
A shantala destina-se a recém-nascidos, a partir de um
mês de idade aproximadamente, mas não há limites
para seu início e continuidade. Pode também ser
aplicada em crianças de maior idade, exigindo apenas adaptações
da técnica. A massagem pode ser aplicada pela manhã
e à noite (antes do sono) em crianças com até
3 anos de idade; acima dessa idade pelo menos uma vez por semana.
De preferência fazer a massagem quando a criança
estiver de estômago vazio ou quase vazio.
Para que seja mais gostosa, são usados óleos para
ajudar a conduzir os movimentos sem causar atritos na pele do
bebê. Nos dois primeiros anos usa-se sempre óleos
puros, sem química e sem perfume, pois a pele é
muito sensível, e possivelmente ele colocará a mão
na boca. Por serem absorvidos pela pele, é sempre bom preferir
óleos vegetais. Após a massagem, pode-se conduzir
a criança a um banho que vai trazer relaxamento, dando
ainda continuidade com o toque e deixando-o submerso promovendo
a sensação da vida intra-uterina.
A capacidade de tocar, com suas implicações mais
amplas é especialmente importante na Índia, onde
o conceito e a experiência de tocar o “SER”
é tão real.
A MÃO QUE TOCA FAZ NASCER A ESSÊNCIA HUMANA E CONVOCA
O SAGRADO NAQUELES QUE SÃO TOCADOS.
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