Toque e Benefícios em Humanos
Há evidências que para os mamíferos
em geral incluindo o ser humano, a estimulação cutânea
geral é importante em todos os estágios do desenvolvimento,
mas, em particular, é crucial durante os primeiros dias
de vida do recém-nascido, durante a gestação,
durante o trabalho de parto, o parto propriamente dito e durante
o período de aleitamento. Por exemplo: num dos primeiros
estudos desse tipo, constatou-se que a estimulação
cutânea dos bebês recém-nascidos exerce uma
influência altamente benéfica sobre seu sistema imunológico,
o que tem importantes conseqüências para a resistência
contra doenças infecciosas e outras. Dessa forma, a responsabilidade
imunológica do adulto parece ser significamente modificada
por experiências cutâneas no início da vida.
Essa competência imunológica
pode ser produzida por intermédio da atuação
de substâncias e hormônios condutores que afetam a
glândula timo, estrutura essa que tem uma importância
crítica na organização da função
imunológica, assim como por meio da atuação
daquela parte do cérebro conhecido como hipotálamo.
As evidências mostram que uma maior resistência à
doença em sujeitos que recebem estimulação
cutânea precoce é surpreendente. A importância
da estimulação intercutânea ou cutânea
recíproca, ou a importância do contato físico
entre mãe e filho, tanto em pássaros quantos mamíferos,
foi demonstrada por muitos pesquisadores.
Além disso, quando a necessidade de Tocar permanece insatisfeita,
resultará um comportamento anormal.
Descobriu-se que, para as crianças se desenvolver bem,
ela deve ser tocada, levada no colo, acariciada e aninhada nos
braços; deve-se falar com ela carinhosamente, mesmo que
não seja amamentada. É o Toque das mãos,
do colo, as carícias, os cuidados, a proteção
dos braços que queremos enfatizar aqui, pois parece que,
mesmo na ausência de muitas outras coisas, estas são
experiências essenciais de tranqüilidade que o bebê
precisa sentir para que possa sobreviver dentro dos parâmetros
de saúde. O ser humano pode sobreviver a privações
sensoriais extremas de outra natureza, como a visual e a sonora,
desde que seja mantida a experiência sensorial da pele.
Desta forma, concluímos que o estudo do comportamento dos
mamíferos, macacos, símios e humanos mostra claramente
que o Toque é uma necessidade comportamental básica,
na mesma proporção em que se respirar é uma
necessidade física básica, que o bebê dependente
está destinado a crescer e a desenvolver-se socialmente
por meio de contato e, por toda a sua vida, a manter contato com
outros.
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