Para serem ternos, amorosos, carinhosamente atentos, os seres
humanos precisam receber ternura, amor, cuidados em seus primeiros
anos de vida, desde os primeiros dois anos de vida dentro do círculo
dos braços e depois no quadril de outro ser humano, agradavelmente
consciente de sua presença.
O bebê é carregado envolto num tecido muito frouxo
em seu corpo que, às vezes, é aberto sobre seu rosto
quando entram em casa com ele e suspenso numa sacolinha em torno
do ombro da mãe, pai, ou de jovem adolescente. Com cerca
de dois meses de idade, ainda dentro da sacolinha, o bebê
é sentado de pernas abertas em torno do quadril e então
é firmemente atado ao corpo que transporta. A mãe
sente-se livre para pilar o arroz e este aprende a ajustar-se
a todos seus movimentos. Se adormecer, pode ser deitado dentro
da casa, numa cama, mas quando acorda, é imediatamente
levado para o colo.
As crianças de Bali são encontradas nos “braços
conhecidos dos pais e irmãos, com os quais temor e conforto,
interesse e sono já foram vividos; os corpos estão
sempre lá, os corpos de outras pessoas nos quais se encostar,
se enroscar, perto dos quais dormir”. Os contatos próximos
e a estimulação tátil rítmica que
acompanham os movimentos corporais do adulto que carrega a criança,
os tapinhas carinhosos, os carinhos, os toques suaves que ela
recebe desta forma ou das mãos ou outras partes do corpo
do seu carregador, são calmantes, reconfortantes, tranqüilizantes.
O ritmo desse tipo de estimulação tátil que
a mãe transmite para a criança que tem nos braços
quase que universalmente reproduzido nas canções
de ninar para crianças dormirem.
“Deste modo, a criança aprende a vida dentro dos
braços de uma pessoa. Aprende a comer, à rir, brincar,
ouvir, observar, dançar, sentir-se com medo ou relaxado
dentro dos braços humanos”.
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